1
– Quais são os maiores desafios do jornalismo esportivo?
Os
maiores desafios do jornalismo esportivo é ser atraente e entreter o
público, sem ser vazio. Sem deixar de informar. Soma-se o fato de
hoje ter a velocidade da internet. Então quem trabalha nos outros
meios, precisa informar, e passar para o público algo interessante,
e claro, sempre buscando um modo diferenciado de mostrar. Detalhes
não antes vistos. Informações não antes dada.
2
– Qual foi a falha já cometida enquanto o programa esteve no ar?
Falhas
acontecem sempre. Mas a gente nunca pode se acostumar ou achar que
está tudo bem. Um detalhe técnico, uma informação mal dada. Nunca
tive la grande problema de falha. Erro de informação pra mim é
imperdoável. E já errei sim. Por exemplo, na edição passou a
informação seria tal horário o jogo de fulano contra beltrano...
chegou na hora, eu não percebi q estava errado e falei.... ou seja,
todos erramos. E eu não me perdoo. Ainda bem que isso é raríssimo
de acontecer. Nesses dias, teve algo que aconteceu que deixa a gente
sem jeito. Mas acontece e temos q saber lidar. Passei o programa
inteiro chamando uma entrevista ao vivo com um jogador. O repórter
lá, com o jogador e eu chamando pro último bloco. Faltando 1 minuto
pra entrar no ar, o sinal do link caiu. Ou seja, não teve como
fazer. Problema técnico. Tive de pedir desculpa e me despedir sem a
entrevista. Mas o importante é não enganar o telespectador tentando
enrolar, dizer outra coisa a não ser a verdade. Errou? Perdeu o
sinal? Seja sincero, peca desculpa e segue o baile.
3
– Por que escolheu essa profissão e como foi?
Não
me lembro como foi, mas lembro q sou apaixonado por esporte desde que
me conheço por gente. No segundo grau, já pensava na possibilidade
de ser jornalista. Me lembro que na sala, com 15 anos, escutei a
leitura da redação de uma aluna pela professora. A redação foi
soberba! Espetacular! Descobri que a menina iria fazer vestibular pra
jornalismo. O que eu fiz? Pensei: Vou fazer jornalismo. Quero fazer o
mesmo que essa menina. Na verdade, nunca escrevi como ela, além de
ter ficado apaixonado. Kkk Paixão de adolescente! Não deu em nada,
rsrs.
4
– Qual foi a melhor e a pior notícia esportiva dada por você?
Vamos
ver ...não tenho melhor ou pior assim facilmente na cabeça. Mas a
pior situação que enfrentei foi naquele dia que invadiram o gramado
do Couto Pereira. Eu tava ali dentro. E fiquei até o fim. O PM sendo
carregado do meu lado, desmaiado, cheio de sangue, e eu pensando q a
qualquer momento poderia sobrar pra mim ou pra minha equipe. Mas em
nenhum momento pensamos em sair correndo. A sorte que meus parceiros
eram firmes (cinegrafista e auxiliar).
Os momento mais legal, acho que foram abertura do Pan no Rio, fiz uma matéria sobre um projeto muito do Hospital Pequeno Príncipe que me deixou muito feliz também. Teve boa repercussão. Tinha o Pelé envolvido. Crianças sendo salvas por esse projeto. Conheci algumas delas. Algo extremamente gratificante e emocionante. Amo crianças, e me mata ver criança doente. Não consigo ver. Então imagine falar sobre a cura de uma doença que fazia tanto mal para os pequenos. Sensacional.
Os momento mais legal, acho que foram abertura do Pan no Rio, fiz uma matéria sobre um projeto muito do Hospital Pequeno Príncipe que me deixou muito feliz também. Teve boa repercussão. Tinha o Pelé envolvido. Crianças sendo salvas por esse projeto. Conheci algumas delas. Algo extremamente gratificante e emocionante. Amo crianças, e me mata ver criança doente. Não consigo ver. Então imagine falar sobre a cura de uma doença que fazia tanto mal para os pequenos. Sensacional.
5
– O público paranaense é exigente?
O
público paranaense é muito exigente, além de ser diversificado.
Somos várias culturas, em um estado só. Pense: o norte gosta de uma
coisa, o oeste de outra, o leste de outra. Ter de agradar a todos é
impossível. Mas eu tenho uma certeza. Agradar a todos não vai dar.
Mas conseguir que todos veja que estamos fazendo o melhor e
melhorando a cada dia, isso é possível. Essa é minha meta em todos
os dias que acordo pra ir trabalhar. E é muito gratificante
conseguir que boa parcela desse público inteligente e exigente
enxergue isso.
6
– Qual foi a melhor experiência na sua carreira de jornalista
esportivo?
Não
tem a melhor... tem as melhores experiências. Por exemplo, quando
você mostra a história de um projeto social interessante, que o
esporte muda a vida de crianças pobres, etc. Isso é uma experiência
impagável. Viajar o mundo e conhecer vários lugares, sem dúvida
também são momentos inesquecíveis. Mas escutar o Pelé, bater no
seu ombro antes de uma entrevista e dizer pra assessora, "ah, é
esse aqui o repórter? Essa carinha eu conheço!" Se ele estava
falando sério ou não, eu não sei.... Sei que tenho gravado isso,
me orgulho, e nunca vou esquecer.
7
– Um ídolo?
Ídolo
não tem como não ser meu pai e minha mãe. Meu pai teve por 4
vezes, tumores no cérebro. Curou as 4 vezes. O primeiro em 1996.
Esta vivo até hoje. Claro que devido as operações e ao tratamento,
hoje ele ta mais fraquinho. Mas é um guerreiro que nunca reclamou da
vida. Trabalhou por muito tempo ainda depois das operações. E
quando eu digo, nunca, é NUNCA ter reclamado da vida. E minha mãe é
porque sempre esteve ao lado dele. Sempre! Até hoje! Como dizemos na
gíria do futebol, "cobra o escanteio e aparece pra cabecear".
São dois guerreiros! Meus ídolos!
8
– Uma viajem inesquecível?
A
maior e melhor viagem nessa vida é ser pai. Todos os dias uma
surpresa. Por toda a vida muita emoção. Basta escutar um "te
amo" bem baixinho pra arrebentar com meu coração. Basta um
errinho meu com ela, pra me furioso comigo mesmo. Ou seja... é uma
viagem encantadora... Pra vida toda. (Minha filha tem 6 anos,
chama-se Ana Clara, e é dona do meu coração).
9
– Um artista?
Você
quer dizer, artista de atores ou de obras de arte? Se for atores:
Tony Ramos, sensacional, da minha amada Arapongas e Fernanda
Montenegro. Internacionais, gosto muito do Nicolas Cage e do Al
Pacino. Mulheres adoro a Meryl Streep.
10
– Um livro essencial?
Livros
foram muitos. Amo ler. Cada um foi essencial naquele momento. Gosto
do Dostoievski, (crime e castigo) Gabriel Garcia Marques, (cem anos
de solidão), José Saramago ( Jangada de Pedra), adoro Vinícius de
Moraes (Para uma menina, com uma flor) São tantos... É complicado,
mas um livro que li e me marcou muito foi "Grande Sertão
Veredas" do Guimarães Rosa. Sei lá, talvez tenha sido a
surpresa do fim, não imaginava aquilo. A idade que eu tinha na
época... 17 anos..., mas marcou legal e acho essencial pra quem
gosta de uma boa leitura.
11
– Um filme imperdível?
Um
filme que na época quando assisti eu achei sensacional, foi "Os
Suspeitos". A atuação do Kevin Spacey foi incrível e
marcante. "O Poderoso Chefão" também é imperdível. "La
Dolce Vita" e “A Vida é Bela”!
12
– Quem é Rogério Tavares?
Um
cara que erra muito, mas que todo dia levanta e busca ser uma pessoa
melhor. Um profissional, um amigo, namorado, filho, pai melhor... e
sempre querendo fazer o bem. Sempre com honestidade. Sobretudo com
honestidade!

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